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Muitos homens ficam inibidos em tirar certas dúvidas sobre sexo com um médico. Veja algumas questões masculinas frequentes sobre vida sexual.

Por Wilson Weigl
Muitos homens ficam inibidos em tirar certas dúvidas sobre sexo com um médico. Preferem recorrer ao Google ou à inteligência artificial — que não cursaram faculdade de medicina.
Nenhuma dúvida sobre saúde e sexualidade deve causar constrangimento ou vergonha num consultório. Provavelmente o médico já respondeu essa mesma pergunta milhares de vezes. Mas como ponto de partida, se não marcou uma consulta, veja esclarecimentos para algumas questões masculinas frequentes sobre vida sexual.
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Gozo rápido: tenho ejaculação precoce?

“Rápido” é um conceito duvidoso, que depende de como é avaliado. Alguns homens queriam controlar a ejaculação por horas, como um ator pornô. Ejaculação precoce não significa gozar antes do desejado, apenas se acontece repetidamente antes da penetração ou logo em seguida.
Não é possível segurar a ejaculação no ponto de não retorno, quando o processo passa a ser controlado pelo sistema nervoso autônomo involuntário, na relação sexual e na masturbação. Depois de iniciado, não pode mais ser interrompido por esforço físico ou mental.
O tempo que se leva para atingir esse ponto limite varia de homem para homem e é fortemente influenciado pelo grau de tesão e excitação na hora, estado psicológico e intervalo de tempo desde a última relação ou masturbação.
A ejaculação precoce atinge entre 25 e 30% dos homens e quase sempre sua causa é psicológica ou emocional, como alto nível de ansiedade. A condição é tratada e controlada com remédios antidepressivos e terapia sexual, onde aprende-se a controlar a ejaculação por meio de técnicas e exercícios.
Será que meu pênis é de bom tamanho?

Provavelmente sim, pois a maioria está na média. Muitos homens acham seu pênis pequeno quando não é, porque se comparam aos padrões da pornografia ou dão valor excessivo ao “dote”. Além disso, a maioria tem uma ideia equivocada sobre a importância do tamanho do pênis no sexo, por pressão da cultura do “pau grande”, associado a virilidade e potência sexual.
Todo pênis, por menor que seja, é capaz de proporcionar prazer na penetração. A porção mais sensível da vagina está nos primeiros 3 ou 4 centímetros, e o clitóris (um dos principais pontos do prazer feminino) fica na parte genital externa. E como a maioria das vaginas tem uma profundidade entre 9 e 12 centímetros, a maioria dos pênis adapta-se perfeitamente a todas.
Idem no sexo anal entre homens. O reto tem cerca de 15 centímetros, enquanto a próstata — glândula repleta de terminações nervosas, cuja estimulação é grande fonte de prazer — está localizada a só 7 centímetros da entrada do ânus. Leia o post para saber a real importância do tamanho do pênis.
Com que frequência devo fazer exames de ISTs?

A frequência ideal de exames para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) varia conforme o perfil de exposição e comportamento de risco de cada indivíduo. Quem tem vida sexual animada, com várias(os) parceiras(os) deve fazer testes para HIV, gonorreia, sífilis, clamídia e hepatitea cada 3 a 6 meses. Como rotina preventiva, uma vez por ano.
O exame deve ser feito imediatamente em caso de exposição de risco (por exemplo, com um(a) parceiro(a) que se descobriu estar infectado(a) ou quando nota-se aparecimento de sintomas ou lesões.
Posso ter uma infecção sexual sem sintomas?

Sim. Várias ISTs podem evoluir de forma silenciosa por semanas, meses ou anos sem apresentar nenhum sinal visível. Esse comportamento assintomático dificulta o diagnóstico precoce e faz com que a infecção continue sendo transmitida sem que a pessoa perceba.
Isso é bastante comum em clamídia, gonorreia, HPV, herpes e HIV. O diagnóstico depende da testagem adequada para cada infecção, especialmente após uma relação sexual de risco ou quando há um novo parceiro.
Posso pegar uma doença no sexo oral?

Sim. Infecções como HPV, herpes, gonorreia e sífilis são transmitidas no contato entre boca e genitais. A contaminação pelo HIV, vírus da Aids, é possível, mas o risco é muito menor do que no sexo vaginal ou anal. Porém nem todas as ISTs apresentam sintomas, e os vírus podem ser presentes mesmo sem sinais aparentes.
Seja como for, deve-se ficar atento a qualquer coisa estranha no(a) parceiro(a), como feridinhas, verrugas ou vermelhidão. Leia aqui o post para curtir ainda mais o sexo oral.
Estou sem tesão: será queda de testosterona?

Uma baixa na produção do hormônio testosterona pode impactar a libido, mas raramente a perda de tesão é um problema físico. Quase sempre a causa é psicológica.
O desejo flutua, e pode diminuir por dias ou semanas, principalmente em fases de estresse ou cansaço. Pela influência emocional, psicológica e da condição física, é normal passar por períodos de mais ou menos vontade de sexo. Oscilações ou períodos em que não se está muito a fim não significam que algo esteja errado. Leia aqui o post sobre a libido.
Sentir prazer anal tem a ver com masculinidade?

Não! O ânus é repleto de receptores sensoriais e a próstata, também com muitas terminações nervosas, é estimulada pela penetração por pênis, dedo ou brinquedo sexual. Sentir prazer ali não fere a masculinidade de ninguém e não depende de orientação sexual hétero ou gay.

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