Quando não dá mais para controlar a hora de gozar?

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O ponto da ejaculação inevitável varia de homem para homem e de acordo com o tesão e o estado psicológico. Saiba quando se chega a esse limite.

Homem No Espelho - como controlar a hora de gozar

Por Wilson Weigl

Fotos: Deposit Photos

Não é possível segurar a ejaculação ou parar de ejacular quando se atinge o ponto de não retorno, o pico de excitação antes do orgasmo. No momento da inevitabilidade, tanto na relação sexual quanto na masturbação, o processo de expulsão do esperma passa a ser controlado pelo sistema nervoso autônomo (involuntário). Depois de iniciado, não pode mais ser interrompido conscientemente por esforço físico ou mental.

O tempo que se leva para atingir esse ponto limite varia de homem para homem e é fortemente influenciado pelo grau de tesão e excitação na hora, estado emocional, psicológico e de saúde e intervalo de tempo desde a última relação ou masturbação.

O ponto de não retorno ocorre na terceira das 4 fases da resposta sexual masculina: Excitação (desejo e ereção), Platô (aumento da excitação), Orgásmica (sensação de ejaculação iminente) e Resolução (retorno do corpo ao normal). O processo é regulado pelo sistema nervoso e por hormônios como a testosterona. Cada uma das etapas varia de um homem para outro em intensidade, ritmo e tempo de duração.

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Na fase Excitação, o cérebro processa o estímulo físico, visual ou imaginativo e envia pela medula espinhal sinais nervosos que fazem o pênis rapidamente se encher de sangue e endurecer. Neurotransmissores relaxam os músculos das artérias penianas, que se dilatam para receber o sangue. Seus corpos cavernosos se enchem como esponjas e um tecido firme (túnica albugínea) comprime os vasos e “tranca” o sangue até a ejaculação.

O pênis também começa a secretar o fluido pré-ejaculatório, que age como lubrificante para a penetração e neutraliza a acidez da urina na uretra, para garantir que os espermatozoides cheguem saudáveis ao óvulo.

Essa fase pode durar de alguns minutos a várias horas e, se a estimulação for mantida, progride para a Platô (excitação máxima).

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A segunda fase, Platô, é o estágio de alta tensão e excitação antes do orgasmo. As respostas fisiológicas iniciadas na fase anterior se intensificam até atingirem o limiar do clímax. Frequência cardíaca, pressão arterial e respiração se aceleram e a tensão muscular se intensifica.

O pênis atinge seu grau máximo de rigidez e fica ainda mais melado pelo fluido pré-ejaculatório. Os testículos aumentam de volume e são tracionados e elevados em direção ao corpo.

Essa fase pode durar mais ou menos tempo, dependendo do nível de tesão e do grau de controle que se tem sobre a ejaculação. Caso a excitação seja interrompida nesta etapa sem se chegar ao orgasmo, pode gerar desconforto ou frustração. 

A fase de Platô é curta em homens com ejaculação precoce, mas a disfunção só se caracteriza quando não se consegue controle o momento da ejaculação de forma recorrente ou persistente e ela ocorre rapidamente após a estimulação do pênis ou a penetração.

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Na terceira fase, Orgásmica, o processo culmina na expulsão do esperma e na liberação repentina e vigorosa da tensão sexual. Nessa etapa chega-se também ao ponto de não retorno em que a ejaculação não pode mais ser evitada.

Sob o controle do sistema nervoso simpático, o esperma é transportado dos testículos e epidídimos para a uretra, de onde é expelido para fora do corpo por contrações dos músculos penianos e da base do ânus.

No momento do orgasmo, o corpo atinge seus limites máximos de resposta. O ritmo cardíaco pode subir para 100 a 180 batimentos por minuto, a respiração fica ofegante e acelerada, a pressão arterial atinge picos de elevação e há contração involuntária generalizada dos músculos.

Imediatamente após a fase Orgásmica, o homem entra na fase de Resolução e em seguida no período refratário.

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Na fase final do ciclo da resposta sexual masculina, Resolução, o corpo retorna gradualmente a seu estado natural pré-excitação. Ocorre a diminuição progressiva da ereção (detumescência) e o sangue drena até o pênis retornar à flacidez. Os testículos, que se elevaram e ficaram mais próximos ao corpo, descem para sua posição normal.

A tensão muscular termina e a respiração, a frequência cardíaca e a pressão arterial desaceleram e voltam ao nível de repouso.

Simultaneamente às sensações físicas da expulsão do esperma, o sistema nervoso central é inundado por uma onde química de neurotransmissores e hormônios que promovem bem-estar e relaxamento. São dopamina (ligada ao prazer e recompensa), ocitocina (ligada ao vínculo e relaxamento) e endorfina (que atua como analgésico natural).

Em seguida à Resolução vem o período refratário, intervalo de tempo após a ejaculação em que o homem não consegue uma nova ereção, mesmo com estimulação. A duração do período refratário é variável: em homens jovens o tempo de recuperação é menor, questão de minutos, e com o avanço da idade tende a se estender por horas ou até dias (para saber mais sobre o período refratário, leia aqui o post).

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Normal não segurar a ejaculação uma vez ou outra. Acontece com praticamente todo homem, nas ocasiões em que se está com muito tesão, nervoso, estressado e ansioso ou não se fazia sexo há tempos.

O “edging” é um técnica para evitar e adiar o orgasmo, usado pelos sexólogos como treino de autocontrole. Trata-se de uma “paradinha” para reduzir a intensidade do estímulo sexual no ponto máximo da excitação. Na iminência da ejaculação, interrompe-se a penetração e foca-se em carícias ou qualquer outra coisa que não use o pênis. Passado um intervalo de mais ou menos 1 minuto, retoma-se a penetração (para saber mais sobre “edging”, leia o post aqui).

Se a ejaculação precoce é frequente e causa angústia, é fundamental consultar um urologista ou um psicólogo/terapeuta sexual. O tratamento costuma ser multidisciplinar, envolvendo desde psicoterapia e técnicas de controle comportamental até o uso de medicamentos específicos receitados por um médico.

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