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Depois do exercício ou do sexo, o cidadão lá de baixo pede — e merece — alguns minutos de cuidado extra para gozar sempre de saúde perfeita.

Por Wilson Weigl
Missão cumprida na academia ou na cama? É hora de fazer revisão e manutenção do equipamento: o pênis. Depois do exercício ou do sexo, o cidadão lá de baixo pede — e merece — um cuidado extra.
Suor, umidade e secreções podem ficar por ali e favorecer a proliferação de microrganismos que causam irritação de pele, mau cheiro e até algumas infecções localizadas. Banho rápido, boa secagem e cueca limpa mantêm a área em ordem.
Uns minutinhos de atenção especial garantem que o camarada esteja sempre 100% para a próxima.

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Depois do treino, banho e roupa limpa — em especial a cueca. Suor, umidade e calor são camarote VIP para fungos e bactérias fazerem a festa. Acumulados na região da virilha, criam um ambiente favorável à proliferação desses microrganismos, que podem causar micoses. Além disso, permanecer muito tempo com roupa molhada de suor aumenta o atrito e favorece irritação da pele. Por isso, banho, boa secagem e cueca limpa ajudam a manter a região íntima fresca e saudável.

Não basta lavar o pênis, é importante secá-lo bem, inclusive sob o prepúcio quando ele estiver presente. Após todo banho, seque bem com a toalha e, sempre que der, deixe a cabeça do pênis exposta para arejar antes de vestir a cueca. Em homens com prepúcio, umidade acumulada entre a pele e a glande pode favorecer a balanite, uma infecção que não é grave, mas provoca ardor, coceira e vermelhidão. Não é necessário manter a cabeça exposta por muito tempo; importante é evitar que fique úmida e abafada.

Depois do sexo, um lava-rápido nos genitais. A limpeza remove resíduos de secreções, esperma e lubrificante, além de ajudar a manter a região limpa e confortável. Não dá para tomar banho completo? Chuveirinho resolve. Porém esse cuidado não previne infecções sexualmente transmissíveis (ISTs): lavar-se depois da relação não elimina um vírus que já tenha sido transmitido.

Urinar depois do sexo pode ajudar a reduzir o risco de infecção urinária — apesar de não ser garantia de prevenção. Durante a relação vaginal ou anal, bactérias podem ser empurradas para dentro da uretra. A urina ajuda a “lavar” o canal urinário e pode eliminar parte dessas bactérias antes que elas alcancem a bexiga e se multipliquem. Mas o xixi não impede infecções como HIV, sífilis, gonorreia, clamídia ou HPV.

Brinquedo sexual usado não vai direto para a gaveta. Deve ser limpo antes da próxima rodada. Ele entra em contato com secreções, pele e, eventualmente, bactérias ou vírus durante o uso. Se for guardado sem limpeza, esses microrganismos podem permanecer na superfície e ser levados novamente para o corpo na próxima utilização. O cuidado deve ser ainda maior quando o brinquedo é compartilhado, porque pode facilitar a transmissão de algumas ISTs ao passar de uma pessoa para outra sem higienização adequada.

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