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Rotinas e atitudes até aparentemente inofensivas quando frequentes podem causar estresse crônico, problemas mentais e doenças graves e fatais.
Por Wilson Weigl
Fotos: Deposit Photos

Hábitos e comportamentos prejudiciais, alguns até vistos como parte normal da rotina moderna, são como suicídios lentos. Diminuem a expectativa de vida e causam morte precoce ou súbita.
Rotinas, pensamentos e até mesmo atitudes aparentemente inofensivas podem, quando acumulados, gerar estresse, desgaste emocional, problemas mentais e doenças graves e fatais.
Não existe um hábito “neutro”: cada um tem um impacto no corpo e na mente, positivo ou negativo.
Descubra o nível de risco de certos hábitos e rotinas.
Estar num emprego que se odeia.

Trabalhar em ambiente hostil ou função desgastante causa estresse crônico. É como um suicídio lento, que se arrasta 8 horas por dia, destruindo a o equilíbrio da saúde mental.
Estar muito acima do peso ideal.

A obesidade reduz a expectativa de vida por provocar inflamação crônica, problemas cardíacos e renais, diabetes e colesterol alto. Mesmo estar um pouco acima do peso já é perigoso para a saúde. Se está fora do peso ideal para a idade e altura, já é classificado pelos médicos como pré-obesidade (leia o post completo aqui).
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Viver estressado.

Estresse crônico aumenta o risco de morte prematura por infarto e derrame. O excesso de cortisol e adrenalina liberados continuamente eleva a pressão arterial e danifica os vasos sanguíneos. O estresse crônico acelera o envelhecimento biológico e pode reduzir a longevidade em cerca de 3 anos.
Estar muito sozinho.

Solidão e falta de contato social são reconhecidas por especialistas como fatores de alto risco para a saúde mental e física, agindo não apenas no psicológico, mas ativando no corpo respostas biológicas de estresse que afetam os sistemas imunológico, endócrino e cardiovascular. Estudos indicam que a solidão crônica pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia.
Beber álcool em excesso.

A falta de moderação nas bebidas alcóolicas detona o fígado (cirrose, hepatite alcoólica) e causa câncer, arritmia cardíaca, hipertensão, distúrbios cerebrais e psiquiátricos e, claro, dependência. A bebedeira pode levar ao coma alcóolico e à morte por insuficiência respiratória, parada cardíaca e asfixia pelo próprio vômito.
Não fazer exercício.

O sedentarismo é classificado como o segundo maior fator de risco para mortalidade (depois do cigarro) e um dos principais causadores de doenças crônicas como obesidade, diabetes, infarto, derrame, demência e alguns tipos de câncer. A inatividade física provoca atrofia muscular, aumento da pressão arterial, desequilíbrio hormonal, piora no sono e redução da imunidade.Aumenta em até 30% o risco de morte precoce.
Ter sempre a mesma rotina entediante.

Monotonia e tédio constante estão fortemente ligados ao desenvolvimento de depressão, ansiedade, declínio cognitivo do cérebro e queda de imunidade, aumentando a predisposição a doenças. Embora o tédio seja frequentemente visto como algo inofensivo, quando se torna crônico e prolongado libera cortisol e outros hormônios do estresse. A falta de estímulo emocional pode se manifestar em dores de cabeça, úlceras gástricas, distúrbios neurológicos e problemas imunológicos.
Não ter uma alimentação saudável.

Dietas pobres em nutrientes e ricas em açúcar, sal, gorduras e alimentos industrializados causam obesidade, inflamação crônica e entupimento de artérias.
Consumir açúcar em excesso.

Ele vicia, como uma droga. Não ter moderação em doces, refrigerantes, industrializados e porcarias causa obesidade, doenças cardíacas, inflamação crônica e doenças crônicas graves, devido a seu alto conteúdo calórico e capacidade de alterar o metabolismo.. Um só copo de refrigerante pode conter 21 gramas de açúcar, mas ele também está disfarçado na composição de comidas salgadas, como molhos, macarrão, arroz branco, pães e biscoitos, para melhorar o sabor e atuar como conservante. Leia o post sobre os malefícios do açúcar aqui.
Fumar.

Mesmo o uso ocasional ou “social” do cigarro ou do vape (cigarro eletrônico) causa câncer (pulmão, boca, garganta, pâncreas, rim, bexiga), infarto, derrame, envelhecimento e disfunção erétil.
Não dormir direito.

A privação de sono não só diminui a disposição, mas descontrola funções vitais e cerebrais (não deixa o cérebro se recuperar do estresse do dia). Aumenta o risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, infarto, derrame, depressão, ansiedade, Alzheimer e Parkinson, além de comprometer o sistema imunológico, a memória, a concentração e o humor, levando a problemas metabólicos e acidentes.
Beber pouca água.

O baixo consumo de água sobrecarrega os rins e prejudica a eliminação de toxinas, aumentando o risco de cálculo e insuficiência renal. Não se hidratar resulta em dores de cabeça, fadiga, problemas de memória, infecção urinária, aumento perigoso da temperatura corporal e até falência de órgãos e falta de sangue e oxigênio para o cérebro.
Tomar sol sem protetor solar.

A exposição excessiva e desprotegida à radiação ultravioleta do sol danifica o DNA das células da pele, sendo a principal causa de câncer, que se não descoberto precocemente, pode ser fatal. A radiação UVA causa envelhecimento precoce, enquanto a UVB provoca queimaduras, ambas aumentando o risco de melanoma (extremamente perigoso e fatal) e não melanoma (o câncer mais comum no Brasil). O acúmulo de sol que vem desde a infância eleva drasticamente a chance da doença.
Consumir drogas.

Cocaína, crack e metanfetaminas causam graves danos cerebrais e morte súbita por falência cardíaca, parada respiratória e aumento da temperatura corporal a níveis fatais. O risco varia de acordo com o tipo de substância, mas a perturbação dos sistemas nervoso e cardiovascular, principalmente da circulação sanguínea, pode provocar danos irreversíveis ao cérebro e ao corpo. Drogas são responsáveis por centenas de milhares de mortes anualmente.

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